| Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR) |
Prioridades legislativas fazem parte da estratégia política para 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, no início do ano legislativo de 2026, a pressão sobre o Congresso Nacional para que os parlamentares aprovem com urgência duas pautas consideradas estratégicas pelo governo: o fim da escala 6×1 de trabalho e uma lei antifacções, voltada ao endurecimento do combate ao crime organizado.
A determinação de Lula aparece em meio à retomada dos trabalhos legislativos após o recesso, quando ele apresentou ao Legislativo uma mensagem presidencial destacando prioridades para o país neste ano eleitoral. Entre as propostas mais enfatizadas estão o fim da escala 6×1 — com a intenção de reduzir jornadas extenuantes sem prejudicar salários — e a aprovação de mecanismos legais mais rigorosos contra grandes facções criminosas.
O presidente também fez um apelo por cooperação entre os Poderes, apontando que a aprovação dessas medidas pode impulsionar a geração de empregos, ampliar direitos trabalhistas e fortalecer a segurança pública, temas que estão no centro do debate político e social do país.
No campo trabalhista, o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho seguidos por apenas um de descanso — vem sendo defendido como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, dando mais tempo de descanso e convivência familiar, sem redução dos salários atuais.
Já a lei antifacções está inserida em um esforço mais amplo do governo para reforçar ferramentas legais que aumentem as penas e restrinjam a atuação de líderes de organizações criminosas, reforçando a atuação dos órgãos de segurança pública.
A estratégia do Executivo inclui ainda outras pautas legislativas, como a regulamentação do trabalho por aplicativos, a votação de propostas de emenda à Constituição relacionadas à segurança pública e a continuidade de iniciativas que promovam inclusão social e desenvolvimento econômico.
Lula e os principais líderes do governo têm mantido diálogos com parlamentares de diferentes partidos, em especial com relatores e presidentes de comissões importantes, para acelerar as votações antes que a agenda eleitoral ganhe força no segundo semestre.