Recém-nascida sofre grave lesão após suposto erro médico em hospital de Itaparica

  

Família denuncia negligência e falta de cuidados após lesão no braço de bebê


Uma recém-nascida de apenas nove dias de vida sofreu uma grave lesão no braço enquanto estava internada no Hospital Geral de Itaparica, em Pernambuco, após um suposto erro durante a realização de um procedimento de punção de acesso venoso. A criança havia sido internada no dia 14 de janeiro e, dois dias depois, começou a apresentar sinais de dor intensa durante a administração de medicamentos.

Segundo relato da família, mesmo após a bebê manifestar choro excessivo e desconforto, a equipe de enfermagem teria mantido o acesso venoso por acreditar que tudo estava “normal”, alegando que a reação da criança seria apenas consequência da medicação aplicada.

Denúncia aponta série de falhas no atendimento

De acordo com a denúncia, a gravidade da lesão só foi percebida após a retirada do acesso no dia 18 de janeiro, quando a família percebeu que o braço estava seriamente comprometido. A partir desse momento, a mãe relata que a equipe médica teria demorado a iniciar qualquer tratamento adequado, recusando-se inicialmente a realizar curativos ou aplicar pomadas específicas, sob a justificativa de que a ferida “fecharia sozinha”. Essa postura, segundo a família, deixou a criança exposta a riscos significativos de infecção hospitalar.

Somente no oitavo dia de internação é que foi aplicado um medicamento tópico, mesmo com a lesão já apresentando sinais de necrose, o que exigiria um procedimento cirúrgico de desbridamento para remoção de tecido morto.

Recusa de procedimento cirúrgico agrava a situação

A situação tomou contornos ainda mais graves quando, conforme os relatos, um cirurgião da unidade hospitalar se recusou a realizar o procedimento cirúrgico necessário, dizendo que não assumiria a responsabilidade pelo caso.

No décimo dia de internação, a família continua em busca de respostas. Eles afirmam que a criança segue sofrendo com as consequências da suposta falha no atendimento e clamam por providências das autoridades de saúde e da direção do hospital.

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