Guarda Costeira dos EUA persegue navio petroleiro próximo à Venezuela em meio a tensões regionais

 

 

Reuters



    A Guarda Costeira dos Estados Unidos está em uma perseguição ativa a um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela neste domingo (21). A informação foi confirmada por uma autoridade americana, enquanto o clima de tensão entre os dois países continua a se intensificar.

De acordo com o governo dos EUA, a ação envolve uma embarcação que faria parte da chamada “frota fantasma” venezuelana, composta por navios acusados de burlar sanções internacionais impostas ao país sul-americano. Segundo as autoridades, o navio navega sob bandeira falsa e já está sob ordem judicial de apreensão.

Somente neste mês, os Estados Unidos já apreenderam dois navios-petroleiros ligados à Venezuela, sendo o mais recente no sábado (20). Washington afirma que essas embarcações utilizam estratégias como troca de bandeiras, desligamento de sistemas de rastreamento e transferências de carga em alto-mar para ocultar o transporte de petróleo venezuelano ao mercado internacional.

Ainda neste domingo, sem citar diretamente a perseguição em andamento, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o país sofre uma “campanha de agressão” e acusou os Estados Unidos de promoverem ataques contra petroleiros venezuelanos. Segundo ele, o governo está preparado para reagir e acelerar seu projeto político interno.

Na última terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um “bloqueio total” contra navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela. O governo venezuelano reagiu acusando Washington de tentar se apropriar de seus recursos naturais.

Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram detalhes oficiais sobre a perseguição deste domingo, como o nome do navio ou sua localização exata. Dados recentes indicam que mais de 30 dos cerca de 80 navios que operam em águas venezuelanas ou se dirigem ao país estão sob sanções dos Estados Unidos.

A apreensão realizada no sábado envolveu um navio com bandeira do Panamá, abordado por uma equipe tática em águas internacionais. Embora a embarcação não estivesse na lista oficial de sanções, os EUA afirmam que ela transportava petróleo da estatal venezuelana PDVSA, que é alvo de restrições.

O governo da Venezuela declarou que o episódio não ficará sem resposta e informou que pretende levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e a outros organismos internacionais. O país depende fortemente das exportações de petróleo para sustentar suas finanças públicas.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos também ampliaram sua presença militar no Mar do Caribe e realizaram operações contra embarcações que, segundo Washington, estariam ligadas ao tráfico de drogas. Essas ações têm sido alvo de questionamentos, já que o governo americano não apresentou provas públicas sobre as acusações.

A administração Trump acusa Nicolás Maduro de liderar uma organização considerada terrorista pelos EUA, chamada Cartel de los Soles, acusação que o presidente venezuelano nega.

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